quinta-feira, 18 de setembro de 2014

O que a pedofilia e a Disney têm em comum



Não é de hoje que a pedofilia – crimes sexuais contra crianças e adolescentes – tem sido assunto nos noticiários. Infelizmente, todos os dias nos deparamos com casos lastimáveis que chegam aos nossos olhos e ouvidos e nos deixam estarrecidos. E o pior é que nos últimos tempos essa prática abominável tem feito parte da vida de pessoas em locais até então inimagináveis.
Tanto é verdade que uma investigação para combater esses crimes prendeu desde 2006 mais de 40 pedófilos que trabalhavam em três dos maiores e mais famosos parques do mundo: Disney, Universal Studios e Seaworld, todos localizados na Flórida, nos Estados Unidos.
Conhecidos por encantar crianças do mundo inteiro, esses parques recebem diariamente milhares de famílias de todas as nações acompanhadas de suas inocentes crianças e empolgados adolescentes.
Segundo a investigação, os detidos tentavam marcar encontros com adolescentes ou tinham em sua residência material pornográfico envolvendo menores de idade. Até agora, 32 dos presos já foram condenados, oito alegaram inocência e outros dois ainda não tiveram a primeira audiência na Justiça.
Apesar de nenhum crime ter sido praticado nos parques, com a prisão dessas pessoas – aparentemente acima de quaisquer suspeitas –, as autoridades querem saber por que tantos pedófilos foram contratados por empresas que estão ali para entreter crianças.
Os parques, entretanto, informam que trabalham de maneira “próxima às autoridades e que não aceitam esse tipo de atividade” e, portanto, têm ajudado a polícia em todos os sentidos.
Mas e você, pai, mãe ou responsável, tem certeza de que seu filho está seguro neste momento? Você tem tomado todas as precauções para que ele – de fato – esteja em boas mãos? A verdade é que o mundo está virado de ponta-cabeça e, infelizmente, até em lugares “aparentemente” invioláveis seu filho pode estar correndo perigo.
Por isso, procure conhecer bem quem convive com as crianças, não facilite o assédio e só as deixe sob os cuidados de pessoas de sua extrema confiança. É claro que não dá para “viver” a vida do seu filho: ele precisa ir à escola e manter relacionamentos familiares e sociais, com parentes e amiguinhos. No entanto, o botão de “alerta” tem de permanecer ligado o tempo inteiro, afinal, todo cuidado ainda é pouco diante de tantos acontecimentos.
Não se engane com sorrisos e bons papos, esteja por perto, seja chato, questione, mas, acima de tudo, poupe o seu filho de qualquer constrangimento ou sofrimento.
É importante ressaltar que as crianças não veem maldade em quase nada. Algumas são mais soltas, mais sociáveis; outras, mais tímidas. Todas – indistintamente –, dependendo da idade, são vulneráveis, puras e sem malícia. É aí que mora o perigo.
Portanto, não subestime a maldade de algumas pessoas, infelizmente, ela está presente em todas as partes e nas diversas classes sociais, mas, cabe a nós, pais, mães ou responsáveis, cuidar dos nossos filhos e também alertá-los a respeito do perigo.

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