Contrário à soltura
da médica Kátia Vargas, ocorrida na noite de segunda-feira (16), o
Ministério Público da Bahia (MP-BA) ingressou com recurso na 1ª Vara do
Tribunal do Júri de Salvador, na tarde desta terça-feira (17),
solicitando a revogação da decisão judicial. Ela é suspeita de ter atirado o próprio carro contra uma motocicleta, no dia 11 de outubro, causando a morte de um casal de irmãos.
No documento, os promotores Davi Gallo, Nivaldo Aquino e Cássio Marcelo
de Melo alegam que a liberdade da médica atrai a desconfiança da
população nos órgãos responsáveis pela aplicabilidade das leis e,
consequentemente, traz riscos à ordem pública. “O sentimento de
impunidade é fomentador da criminalidade”, afirmam os promotores. No documento emitido à 1ª Vara do Tribunal do Júri de Salvador,
os promotores ainda defendem que a soltura da acusada desconsidera os
inúmeros detentos que continuam presos por ilícitos penais semelhantes
ou de menor gravidade.
Sobre os posicionamentos da promotoria, o advogado da médica, Sérgio Habib, disse ao G1
na noite desta terça-feira (17), que é um direito do Ministério Público
refutar da decisão do juiz. “A lei prevê este direito, mas não vejo
como eles podem obter qualquer êxito. O juiz foi muito equilibrado ao
tomar a decisão. Não fez nada de forma precipitada. Tudo foi muito bem
analisado”, defende o advogado.
Sobre o atual estado de Kátia Vargas, Habib conta que a médica é
acompanhada, diariamente, por dois psiquiatras e um clínico geral. Desde
a segunda-feira, quando foi libertada pela Justiça, segundo o advogado,
ela está sendo sedada. “Ela começou a tomar conhecimento de muita coisa
que, enquanto esteve fora de casa, não sabia: estado de saúde da mãe,
dificuldades enfrentadas pela família”, exemplificou Habib.
Soltura

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