"Nós não entendemos o que aconteceu, queremos saber o que houve. Ele
estava em plena forma física, não tinha problemas de saúde, não bebia,
não fumava. Como um homem vai morrer em uma corrida de 10 km?".
O questionamento feito por Toni Moreno, irmão do soldado que morreu
após realizar um teste para participação no Curso de Operações
Policiais Especiais (Copes) da Polícia Militar na Bahia, mostra a
indignação da família após morte do policial. Manoel Reis Freitas, de 34
anos, passou mal
juntamente com outros três PMs durante Teste de Habilidade Específica
(THE), realizado em Lauro de Freitas, região metropolitana de Salvador,
na terça-feira (16).
"Ele era um menino instruído. Era um sonho dele entrar para o batalhão,
mas o sonho dele foi acabado", lamenta a tia Maria das Neves.
O soldado chegou a terminar o teste, que consistia em uma corrida de 10
km, mas apresentou sintomas como náuseas e foi levado para o Hospital
Menandro de Farias. Ele foi transferido para o Hospital Aeroporto, onde
morreu na noite de terça-feira (17). Nesta quarta(18), familiares foram
até o Instituto Médico Legal (IML) liberar o corpo do soldado. Ele será
sepultado na quinta-feira (19), às 10h, na cidade de Valença, Baixo Sul
do estado.
O Copes é um curso destinado a capacitar policiais às atividades de
operações especiais de alto risco. Segundo a Polícia Militar, "todo
candidato se inscreve voluntariamente e é obrigado por força de edital a
realizar uma bateria de exames médicos de ordem laboratorial e
cardíacos, e ainda apresentar atestado médico indicando estar apto para a
realização de testes de esforço físico".

Nenhum comentário:
Postar um comentário